Vir, vim ou vier?
Vir – emprega-se o infinitivo:
O deputado, que disputa as eleições, avisou que não tem condições de vir mais do que dois dias a Brasília.
Para promover um debate mais aprofundado, o presidente disse que convidou o amigo para vir ao Brasil em novembro..
Os produtos adquiridos devem vir de fontes legalizadas pelos órgãos ambientais competentes.
Vim – é a forma da primeira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo do verbo vir: eu vim, tu vieste, ele veio, nós viemos, vós viestes, eles vieram.
"Vim para a Inglaterra para marcar gols", disse o atacante.
Vier – é a forma correspondente à primeira e à terceira pessoas do singular do futuro do subjuntivo do verbo vir.
Se eu vier amanhã, poderemos conversar novamente.
Se o aumento salarial não vier, existe a promessa de uma nova paralisação no próximo mês.
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Denise
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Traz ou trás?
Traz é a terceira pessoa do presente do indicativo do verbo trazer.
Dinheiro não traz felicidade.
Trás é advérbio de lugar.
O que está por trás da ciência é o mesmo que está por trás da religião?
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Geral
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Concordância verbal
Quando o sujeito é formado por número percentual seguido de substantivo, o verbo concorda com o numeral ou com o nome a que se refere a porcentagem (concordância por atração):
40% do benefício serão pagos na segunda-feira, dia 30. (É bom ressaltar que o numeral percentual é masculino, por isso o correto é serão pagos.)
ou
40% do benefício será pago na segunda-feira, dia 30.
A regra básica de concordância verbal consiste em manter o verbo na mesma forma que o núcleo do sujeito:
A antecipação de 40% do benefício será depositada em conta na próxima segunda-feira, dia 30.
Nesta frase, o sujeito a antecipação de 40% do benefício tem como núcleo o substantivo antecipação, fazendo com que o verbo seja flexionado no singular e no feminino (será depositada).
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Concordâncias
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Reforma ortográfica
O que muda:
HÍFEN
Não se usará mais: 1. quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em "antirreligioso", "antissemita", "contrarregra", "infrassom". Será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r-, ou seja, "hiper-", "inter-" e "super-"- como em "hiper-requintado", "inter-resistente" e "super-revista". 2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: "extraescolar", "aeroespacial", "autoestrada".
TREMA
Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados.
ACENTO DIFERENCIAL
Não se usará mais para diferenciar: 1. "pára" (flexão do verbo parar) de "para" (preposição) 2. "péla" (flexão do verbo pelar) de "pela" (combinação da preposição com o artigo) 3. "pólo" (substantivo) de "polo" (combinação antiga e popular de "por" e "lo") 4. "pélo" (flexão do verbo pelar), "pêlo" (substantivo) e "pelo" (combinação da preposição com o artigo) 5. "pêra" (substantivo - fruta), "péra" (substantivo arcaico - pedra) e "pera" (preposição arcaica)
ALFABETO
Passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras "k", "w" e "y".
ACENTO CIRCUNFLEXO
Não se usará mais: 1. nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus derivados. A grafia correta será "creem", "deem", "leem" e "veem". 2. em palavras terminados em hiato "oo", como "enjôo" ou "vôo" -que se tornam "enjoo" e "voo".
ACENTO AGUDO
Não se usará mais: 1. nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia". 2. nas palavras paroxítonas, com "i" e "u" tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos: "feiúra" e "baiúca" passam a ser grafadas "feiura" e "baiuca". 3. nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com "u" tônico precedido de "g" ou "q" e seguido de "e" ou "i". Com isso, algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem.
Matéria publicada na Folha Online de 20/08/2007.
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Prova de nível superior da Petrobras aplicada em 08/06
10. Há ERRO de concordância em: (A) Pensou-se que faltava algumas pessoas importantes à reunião. (B) Anexas ao relatório vão as duas vias deste documento. (C) Podia haver várias divergências no recinto. (D) Mais de um orador falou sobre desafios. (E) Faz anos que ele comparece ao debate.
O erro está na opção A.
O sujeito do verbo pensar é a oração que faltava algumas pessoas importantes à reunião, portanto o verbo fica no singular, pois não há como fazer concordância com uma oração. O verbo faltar tem como sujeito algumas pessoas importantes, devendo, portanto, ficar no plural.
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Mozarela, moçarela, muçarela ou mussarela?
Proveniente do italiano, a palavra é mozzarela, com dois zês. No nosso idioma não há a duplicação dessa consoante, portanto grafa-se mozarela.
É preciso lembrar que em Língua Portuguesa o z de algumas palavras transforma-se em c ou em ç para grafar outras da mesma família:
tenaz - tenacidade, sagaz - sagacidade, feliz - felicidade
Sendo assim, tem-se a variante muçarela, com cedilha. As palavras moçarela e mussarela não existem.
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Língua Portuguesa ou língua portuguesa?
O emprego de letra maiúscula, segundo a Academia Brasileira de Letras, dá-se, dentre outros casos, na seguinte situação:
"Nos nomes que designam artes, ciências ou disciplinas, bem como nos que sintetizam, em sentido elevado, as manifestações do engenho do saber: Agricultura, Arquitetura, Educação Física, Filologia Portuguesa, Direito, Medicina, Engenharia, História do Brasil, Geografia, Matemática, Pintura, Arte, Ciência, Cultura, etc.
Observação:
Os nomes idioma, idioma pátrio, língua, língua portuguesa, vernáculo e outros análogos escrevem-se com inicial maiúscula quando empregados com especial relevo."
Pode-se entender que fica a critério de cada um usar ou não letra maiúscula para o termo "Língua Portuguesa". Deve haver consistência no emprego: ou sempre em maiúscula ou sempre em minúscula.
O fato de a palavra portuguesa ser um adjetivo nada tem a ver com a grafia em maiúscula ou minúscula.
Endereço eletrônico do Academia Brasileira de Letras: http://www.academia.org.br
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Ar condicionado e ar-condicionado
Empregado sem hífen é o próprio ar, que teve sua temperatura modificada para quente ou fria.
Para algumas pessoas, o ar condicionado faz muito mal.
Com hífen, é sinônimo de condicionador de ar, ou seja, trata-se do aparelho.
Comprei um ar-condicionado. = Comprei um condicionador de ar.
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Oração reduzida
As orações subordinadas podem ser:
- desenvolvidas - iniciadas por conjunção, locução conjuntiva ou pronome relativo;
- reduzidas - sem conectivo e com o verbo em uma das três formas nominais (infinitivo, gerúndio ou particípio); em alguns casos, são encabeçadas por preposições.
As orações reduzidas podem voltar a ser desenvolvidas, bastando recolocar o conectivo.
Precisando de qualquer coisa, avise. - Oração subordinada adverbial condicional reduzida de gerúndio Se precisar de qualquer coisa, avise. - Oração subordinada adverbial condicional
Ao sair, apague a luz. - Oração subordinada adverbial temporal reduzida de infinitivo Quando sair, apague a luz. - Oração subordinada adverbial temporal
Cercado por policiais militares, o homem decidiu devolver o dinheiro que roubou de um empresário. - Oração subordinada adverbial causal reduzida de particípio Como estava cercado por policiais militares, o homem decidiu devolver o dinheiro que roubou de um empresário. - Oração subordinada adverbial causal
As orações reduzidas de gerúndio geralmente são adverbiais, raramente adjetivas e coordenadas aditivas. A maioria das adverbiais são temporais. Não há orações consecutiva, comparativa e final reduzidas de gerúndio.
As orações reduzidas de infinitivo podem ou não vir precedidas de preposição, sendo, geralmente, substantivas ou adverbiais, raramente adjetivas.
As orações reduzidas de particípio geralmente são adjetivas ou adverbiais. As mais comuns são as temporais. Eventualmente, uma oração coordenada pode vir como reduzida de gerúndio.
As orações proporcionais e as comparativas são sempre desenvolvidas.
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Verbo transobjetivo
Os verbos transobjetivos requerem além do objeto o predicativo do objeto.
Após deliberar durante quatro horas, o júri de um tribunal militar no Havaí (Estados Unidos) considerou Christopher Shore culpado.
considerar - VTD Christopher Shore - OD culpado - predicativo do OD
“Como Sofia não confessasse nada, Rubião chamou-lhe de bonita, e ofereceu-lhe o solitário que tinha no dedo.”
chamar - VTI lhe - OI de bonita - predicativo do OI
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Questão de Prova - Esaf / Técnico da Receita Federal
Assinale a opção em que há erro gramatical.
a. As tentativas de fazer ajustes draconianos, durante uma crise, tende a sacrificar políticas sociais, sem resolver os problemas de desequilíbrio financeiro nas contas públicas. b. Há impostos bons e ruins. Segundo alguns especialistas, mesmo a CPMF tem várias virtudes, sobretudo a de praticamente inviabilizar a sonegação. Mas não se deveria tratar simplesmente de entrar no mérito desse imposto isoladamente, e sim de ampliar o debate sobre o contexto e o conjunto de impostos e taxas. c. A melhoria na arrecadação reflete também a recuperação da atividade econômica dos últimos meses. Esse fenômeno enquadra em nova perspectiva anos e anos de discurso sobre a necessidade de reduzir o déficit público, ou seja, de cortar despesas e aumentar receitas como condição de desenvolvimento. d. Na prática, o déficit público cai de maneira sustentada sobretudo quando há crescimento econômico também sustentado – e até alguma inflação. e. Em apenas sete meses, de janeiro a julho de 2000, a Receita Federal bateu mais um recorde histórico de arrecadação de impostos. Obteve exatos R$ 100,248 bilhões nesse período.
(Folha de S. Paulo,13/08/2000, p. A2, com adaptações)
Há erro de concordância verbal na letra A. O verbo tender deve ser empregado no plural para concordar com o núcleo do sujeito: As tentativas de fazer ajustes draconianos.
Correção:
As tentativas de fazer ajustes draconianos, durante uma crise, tendem a sacrificar políticas sociais, sem resolver os problemas de desequilíbrio financeiro nas contas públicas.
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Objeto pleonástico
Para se dar destaque ou ênfase à idéia contida no objeto direto ou indireto que está no início da oração, emprega-se um pronome na posição natural em que o objeto deveria estar.
As últimas linhas da carta, já não as leu minha mãe.
Paisagens, quero-as comigo.
Ao homem mesquinho, basta-lhe um burrinho.
Quando houver dois pronomes ao mesmo tempo, será considerado objeto pleonástico aquele que relembrar o anterior.
A mim, não me agrada essa idéia.
Por ser uma forma enfática, o objeto pleonástico pode ser retirado da oração sem qualquer ônus para o entendimento da frase.
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À custa de / As custas
À custa de significa "na dependência de", "por meio de".
Grande parte das 270 mil ONGs sobrevive à custa do dinheiro público, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU).
Corrupção é aplaudir o filho que nos apresenta notas altas nas matérias, mesmo sabendo que ele as adquiriu à custa de cola.
As custas tem sentido jurídico específico, significando "verbas que devem ser pagas em razão da atividade jurisdicional do Estado para os serventuários da Justiça e aos cofres públicos, de acordo com padrões estabelecidos em lei ou regimento".
Os sindicatos não estão isentos do pagamento das custas dos processos ao interpor recursos na Justiça Trabalhista.
Dependendo do valor estimado da ação, as custas e os honorários podem ficar acima de R$ 2 mil.
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Subjuntivo ou indicativo?
"...Muitas ditaduras modernas recorrem a eleições periódicas para dar ares de legitimidade à tirania. O problema é que ditador que se preze nao admite que se torne público que uma parcela da sociedade, por menor que seja, se opõe a sua permanência no poder...". Revista Veja
O modo subjuntivo é empregado para expressar um fato provável, duvidoso. Quando se quer exprimir a idéia de certeza, de fato real, o modo empregado é o indicativo.
No trecho acima, o verbo opor, empregado no indicativo, passa a idéia de que realmente - e não provavelmente - existe uma parcela da população que se opõe à permanência do ditador no poder.
Eliminando o trecho intercalado - por menor que seja - percebe-se mais claramente a idéia de certeza:
O problema é que ditador que se preze não admite que se torne público que uma parcela da sociedade se opõe a sua permanência no poder...
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Sujeito composto ligado por ou O verbo ficará no singular se hover exclusão, se não for possível a ação conjunta de todos os elementos:
O pai ou filho seria eleito presidente da empresa.
O verbo ficará no plural se a ação couber a todos os elementos:
Amêndoa ou oliva podem produzir ótimos óleos.
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Concordâncias
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